domingo, 18 de janeiro de 2015

GONÇALENSE BATE BOTAFOGO POR 1X0

Casa cheia em Niterói viu Gonçalense jogar melhor e vencer
Em parceria com Jornal Daki fui cobrir o jogo-treino entre Botafogo x Gonçalense no CEFAT (Centro de Formação de Atletas TROPS), em Várzea das Moças em Niterói/RJ. O clube alvinegro mandante da partida liberou a entrada dos torcedores em troca de 1kg de alimento não-perecível, os alimentos arrecadados serão doados à Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, no bairro niteroiense de Santa Rosa.

Por Rennan Rebello - EsporteGrafia* 

Casa cheia! Maioria de botafoguenses (como já era esperado) com direito da presença de sua torcida organizada, Fúria Jovem. Mas também havia torcedores do Gonçalense que estavam mesclados junto a torcida alvinegra. Vale registrar que não houve nenhum tipo de confusão ou/e provocação entre os torcedores que estavam vidrados na partida. Como de praxe, em todo jogo treino houve inúmeras alterações com direito a volta de jogadores que já haviam saído. Abaixo, segue as escalações de início de cada equipe.

Botafogo: Jefferson; Gilberto, Roger Carvalho, Alisson e Carleto; Marcelo Mattos, Airton e Elvis; Sassá, Rodrigo Pimpão e Bill. Técnico: Renê Simões.

Gonçalense: Júlio; Sales, Anderson, Rodrigão e Ricardo Senna; Dyeguinho, Pedrinho, Sabão e Bernardo; Willian Amendoim e Marcos Denner. Técnico: Emanoel Sacramento.



Bola rolando! O Gonçalense começa muito bem, dominando a partida com destaque para o meia Willian Amendoim (jogador experiente com passagem pelo Flamengo) que tirava suspiro de torcedores do tricolor metropolitano quanto dos alvinegros que comentavam sobre o veloz jogador que fazia o que queria no campo de defesa botafoguense.




Apesar de atacar, o Gonçalense se perdia na hora de finalizar. Sem dúvidas o calcanhar de aquiles da equipe de São Gonçalo, já o Botafogo, irreconhecível em campo, ao ponto de suas chances iniciais de gol ocorrerem por falhas do goleiro do Gonçalense, Júlio, que estava bastante nervoso, errando reposições de bola que fatalmente permitiam o contra-ataque da equipe da estrela solitária. O primeiro tempo até a parada técnica seguiu-se arrastado e sem grandes finalizações, com seus centroavantes Bill e Marcos Denner praticamente nulos em campo muito devido a bola que quase não chegava neles. Apesar de ter tido duas chances de gol com os “esquecidos”. Primeiro foi Denner que cabeceou pra fora depois de receber lançamento de William Amendoim. Já Bill, após cruzamento de Rodrigo Pimpão, cabeceia forte para a defesa do goleiro gonçalense.



Após a parada, o Botafogo melhora bastante com a entrada do voltante William Arão (que veio de empréstimo do Corinthians) no lugar de Aírton (para alegria da torcida), jovem e aguerrido (às vezes violento), mas foi o melhor jogador da partida pela representação alvinegra com roubadas de bola e com cruzamento preciso. O Gonçalense dessa vez fica envolvido, mas o Botafogo também não conseguia finalizar com perigo, e o time de São Gonçalo aproveitava os contra-ataques com direito a show de Amendoim.


Intervalo! A torcida botafoguense fica eufórica com a homenagem feita pela diretoria ao ex-jogador do clube, Paulinho Criciúma que ganhou das mãos do atual presidente alvinegro Carlos Alberto Pereira a camisa do Botafogo número dez com seu nome.

Paulinho Criciúma atendendo aos torcedores com simpatia.

Segundo tempo! O Gonçalense começa arisco seguindo sem tomar conhecimento do Botafogo. Dessa vez chegando mais ao ataque obrigando Renan a fazer boas defesas. Jobson é convocado por Renê Simões para dar ao poder ofensivo mais objetividade, mas em vão, o atacante mostrou que ainda está pesado e fora de forma. Na sua primeira oportunidade de finalização, o goleiro Júlio encaixa a bola, mas esse lance de Jobson inflama a torcida que começa a apoiar ainda mais com direito a batuque e cânticos de incentivos por parte da Fúria Jovem.

Gol.Após falta em Thiaguinho, Gilmax cobra falta e Raí desvia a bola para o fundo da rede de Helton Leite que havia substituído Renan. Festa da torcida gonçalense que faz a festa no CEFAT enquanto alvinegros incrédulos misturavam suas manifestações em apoio e insultos. O jogo segue tenso, o Botafogo joga como se estivesse ganhando o jogo, sem perder a pose. Já o Gonçalense começa a cadenciar o jogo como veterano e diante meus olhos lembro da parábola de Davi x Golias, o pequeno vencendo o gigante, com ou sem fé, não importa, mas com muita competência. Depois do gol, o Gonçalense retrancou e começou a trocar passes, não entrando na ilusão de atacar sem responsabilidade a fim de ampliar o placar em pleno sol a pino onde os jogadores já estavam esgotados.

Raí, autor do gol Gonçalense!

O Botafogo acabou ficando perdido com o domínio de posse de bola. Teve algumas chances de risco, a principal foi com Jobson que chuta forta e cruzado obrigando o goleiro Júlio fazer uma belíssima defesa. Uma ponte! Infelizmente não consegui fotografar mas para ilustrar, segue abaixo.



Apesar dos pesares, Jobson chama atenção da torcida, esta, por sua vez parece nutrir uma esperança por ele apesar de todo descrédito. Até o fim da partida o nome de Jobson era o mais comentado (cornetado).

Fim de jogo! A torcida do Botafogo resume-se em insultos e alguns gritos de apoio. A torcida do Gonçalense em êxtase por se tratar de uma tarde histórica pois um time com menos de um ano de vida venceu um clube com mais de cem anos, e o que pudemos testemunhar foi o mais novo jogando como veterano apesar de sua dificuldade em finalizar, taticamente mantiveram-se impecáveis enquanto o glorioso, desorganizado contradizendo sua história. Em suma, o jogo foi arrastado mas disputado, mas no fim ficou o gosto de “quero mais”. Não duvido que ambos poderão se enfrentar novamente, mas dessa vez em um jogo oficial, quem sabe, na Série A do Carioca em 2016, visto que o atual campeão da Série C do Campeonato Carioca, brigará pelo acesso em 2015.

Confiram os melhores momentos repercutido pela ESPN Brasil.




Os torcedores se vão, mas a imprensa fica...





Entrevistas, coletivas de imprensa, papos informais (inclusive entre os presidentes Joacir Thomaz do Gonçalense e Carlos Alberto Pereira do Botafogo).



Era possível ver obviamente os jogadores gonçalenses entusiasmados e os botafoguenses contidos e cabisbaixos. 




Apesar de saírem derrotados, os alvinegros me atenderam prontamente quando lhes perguntei sobre a equipe gonçalense. Vocês podem conferir na íntegra, a sonora disponibilizada abaixo.






Mas destaco alguns trechos ditos por Marcelo Mattos e Jobson.

“Trouxeram dificuldades pra gente, independente que seja nosso primeiro amistoso, estamos a oito dias treinando. (O Gonçalense) foi uma equipe que demonstrou está muito bem fisicamente e que teve bons resultados nos últimos jogos.” (Marcelo Mattos).

“Os moleques estão de parabéns fizeram uma boa partida contra a gente, quando eles jogam contra times grandes vem mais motivados. A gente teve dificuldade pela temporada e por ter sido o primeiro jogo nosso, (perguntado se ele já tinha ouvido falar do Gonçalense). Não, eu nunca tinha ouvido falar não mas agora eu sei quem é (risos)” (Jobson).

Jobson fala com Rennan Rebello

*Rennan Rebello, membro fundador do coletivo audiovisual Moinhos de Vento, responsável pelo blog esportegrafia.blogspot.com.








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